Perdão, adeus
24/09/2009
Ela é doce, mas é frágil.
Não me serve.
Não a quero deste jeito.
Não tenho direito de querer mudá-la.
Nenhum.
Apenas a aceito, mas
Não a quero mais deste jeito.
Quanta dureza dizer assim,
Sem pudor,
Sem amor,
Sem temer a crítica a ouvir,
Assim, a cada nova esquina que há por vir.
Só um pouco de verdade
Um pouquinho de verdade
Não é bom?
Pra mim.
Hei de mentir, assim, pra mim?
Não posso mais esconder.
Veja a outra!
Tem uma força que me pára.
Preciso disto, viver mais disto.
Não crie rancor, desculpe amor,
Ao teu lado pude ver
Tão frágil eu sou, como você.
Te digo ainda sem esperas,
Te ter foi mais do que quimera.
Existe sim,
Há troca em mim,
Mas não pensar e não sentir,
Transforma em nada o existir.
Tento mudar,
Tento esquecer,
Somente o tempo me faz ver,
Nova verdade que hei de buscar,
Novo conforto, novo lar,
Desculpe amor, preciso ir já.